terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Faculdade particular de Pernambuco vende mudas para alunos em troca de créditos de atividades extracurriculares

UOL Educação, 31/01/2012 
Carol Guibu do UOL, em Recife

Estudantes da Faculdade Maurício de Nassau acusam a instituição de "vender" horas de atividade complementar. Para se formar na instituição são necessárias cerca de 200 horas de atividades extracurriculares que, segundo o MEC (Ministério da Educação), podem ser cumpridas com participações em congressos, seminários, palestras, conferências, cursos de extensão, iniciação científica ou monitoria. De acordo com os alunos, a faculdade, através de campanhas periódicas, permite que eles adquiram produtos em troca da carga horária -- eles são incentivados a comprar mudas de plantas, cestas básicas ou livros da própria faculdade. A instituição se encarregaria também de doar esse material.
No segundo semestre do ano passado, por exemplo, houve uma campanha de venda de mudas -- a cada duas plantas adquiridas, o estudante "cumpria" uma hora de atividade complementar. De acordo com o panfleto da ação, o objetivo era “ajudar a faculdade a plantar um mundo mais verde”. Para um estudante que não quis se identificar, a “venda de objetos em troca de atividade complementar é apenas um paliativo para os alunos que estão para se formar e ainda não completaram as horas necessárias para isso”. “Como eu já estava sem saber o que fazer para ter essas horas extras, acabei comprando alguns livros, mas, mesmo assim, acredito que este não é o certo para o meu crescimento pessoal e profissional”, admite o estudante. Para o diretor do Procon-PE, José Rangel, o procedimento é “absolutamente ilegal e irregular”. “É um absurdo trocar conhecimento por planta”, afirmou Rangel. De acordo com Rangel, caso sejam confirmadas as denúncias, o órgão acionará o MEC e o Ministério Público de Pernambuco para tomar as devidas providências. Outro lado - A direção da faculdade respondeu, através de nota oficial, que segue as normas dispostas pelo CNE (Conselho Nacional de Educação). Ainda de acordo com a nota, a instituição criou “projetos de responsabilidade social, sem fins lucrativos (…) que se estrutura através de ações voluntárias dos alunos”.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

NOTICIAS - EDUCAÇÃO SUPERIOR

Falta de ética na educação
Estado de Minas, 25/01/2012 - Belo Horizonte MG

É negativa a aliança entre o aluno que quer se formar logo e o docente despreparado 
Hildelano Delanusse Theodoro - Professor, sociólogo e coordenador do Núcleo de Inovação Santo Arnaldo da Faculdade Arnaldo

Apesar de ser muito discutida e pretensamente entendida, a palavra ética tem um contorno muito vinculado com a formação do caráter humano, principalmente quando considerada sob a ótica clássica de sua definição aristotélica. E mesmo com inúmeras outras possíveis definições, a aqui colocada serve como mote para uma discussão urgente dentro das instituições de ensino superior (IES): o aumento assustador da falta de ética profissional docente. O tema aqui se refere não somente ao baixo nível das discussões que ocorrem em salas de aula, com o favorecimento explícito ao aluno-cliente, frente ao posicionamento autônomo dos professores, como, principalmente, ao fato de que uma grande parte dos docentes, hoje em dia, sequer é formada nas áreas em que lecionam, ou terem qualquer tipo de experiência comprovada e qualificada para tanto. E se levarmos em conta as orientações contidas na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), instituída por portaria ministerial em outubro de 2002, o tamanho da desfeita se torna ainda maior. Atualmente, o número de professores sem graduação/pós/experiência em determinadas áreas, principalmente de humanas, para lecionar disciplinas vinculadas à ética profissional ou movimentos sociais, por exemplo, é assustador e se torna cada vez mais comum dentro das IES.
Afinal, a pergunta a fazer não deveria ser tanto o que é necessário para uma postura ética, e sim, quais as qualificações para o exercício de atividades de ensino superior vinculadas ao tema. De outra forma, continuaremos a produzir o que se vê diariamente nas salas de aulas: um conjunto de alianças entre o aluno que quer apenas se formar o quanto antes e de qualquer forma (mesmo que para tanto tenha de se utilizar de mecanismos escusos) e o pseudo-docente, que, mesmo sem ter a formação adequada, deseja mesmo é receber pela carga horária referida e, ao mesmo tempo, indevida (uma vez que poderia, teoricamente, aprender a repetir sobre os conceitos éticos em qualquer livro). Mas o verdadeiro problema, talvez, não se esconda simplesmente nessa relação utilitarista e distante da formação do caráter do princípio ético, tão necessário nesse país, que favorece o jogo das aparências sociais e onde os currículos muitas vezes não são comprovados nem demonstrados na prática cotidiana das instituições.
O fato é, assim, como elas podem melhorar a si mesmas, a partir de um posicionamento mais claro e crítico de seus interesses e objetivos de atuação, dentro de um mercado educacional que se encontra em processo de crise: por um lado tem de buscar novos alunos, e por outro, deve tentar buscar excelência. O único porém que se pode identificar claramente é que ética, assim como a excelência, estão intrinsecamente vinculadas ao estado de ser bom e correto no mais alto nível, no ensinamento pelo exemplo. O que se percebe, ao mesmo tempo, é que isso talvez seja tudo o que nos falta, pois só pode nos ensinar sobre ética (assim como sobre qualquer disciplina) aquele que sobre tal pensou, estudou e agiu, sendo isso o reconhecimento do mérito. Normalizar sobre o desvio no ensino superior pode nos levar a caminhos ainda mais tortuosos e, possivelmente, sem volta.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

FACULDADE DE DIREITO DE GARANHUNS É A 5ª MELHOR DE PERNAMBUCO

F D G

Mais uma vez a Faculdade de Direito de Garanhuns - FDG, instituição mantida pela AESGA, é destaque no cenário da Educação no Estado. A instituição que em 2011 estava em 9º no ranking , ocupa em 2012 o 5º lugar das 10 melhores faculdades de Direito de Pernambuco em aprovações de alunos no Exame de Ordem da OAB. É uma evolução importante, haja vista que a FDG subiu 4 posições em apenas um ano. Parabenizamos a todos os coordenadores, docentes e alunos que fazem esta faculdade de Excelência.

UP
INSTITUIÇÃO
INSCRITOS
APROVADOS NA 1ª FASE
APROVADOS NA 2ª FASE
% DE APROVADOS
1
UFPE - Recife
71
66
55
78,57
2
UNICAP - Recife
522
326
178
34,63
3
FACAPE - Petrolina
101
73
34
33,66
4
Faculdade Damas - Recife
22
13
6
27,77
5
FDG - Garanhuns
98
42
23
23,96
6
FBV - Recife
40
20
9
23,08
7
FADICA – Caruaru
236
121
51
22,08
8
Faculdade Maurício de Nassau - Recife
375
105
74
20,16
9
FIR – Recife
267
132
46
17,56
10
Faculdade Marista - Recife
30
14
5
16,67

domingo, 22 de janeiro de 2012

POLÍTICA, CONHECIMENTO E GESTÃO


Agecia OGlobo
22/01/2012

RIO - A demissão de sete ministros, seis deles sob suspeita de irregularidades na pasta não abalou a imagem da presidente Dilma Rousseff no primeiro ano de seu governo. O índice dos que consideram sua gestão ótima ou boa teve um salto de 10 pontos percentuais em seis meses e chegou a 59% de acordo com pesquisa Datafolha divulgada neste domingo. O número é superior a todos os ex-presidentes que a antecederam desde a redemocratização, incluindo seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, com 42% e 50% de aprovação em seus dois mandatos, respectivamente, nesse mesmo período em que esteve à frente do Planalto.
Sua gestão foi considerada regular para 33% dos entrevistados, e outros 6% a veem como ruim ou péssima, índice cinco pontos menor que na pesquisa realizada em agosto. Apenas 2% não souberam responder. Já a nota média do governo é de 7,2%. Os números da enquete revelam ainda que o otimismo com a economia ajuda a sustentar popularidade.
Dilma superou de longe o primeiro ano de Fernando Collor, cuja aprovação foi de 23% em sei primeiro ano de governo. Fernando Henrique Cardoso obteve 41% e 16% no segundo. Sua imagem pessoal é vista como "decidida" para 72% dos brasileiros e "muito inteligente" para 80%. Já 70% a consideram "sincera".
O levamento demonstra também que a avaliação de Dilma melhorou entre homens (56%) e mulheres (62%), em todas faixas de idade, renda familiar e escolaridade.
Já entre os que estudaram até o ensino fundamente ela foi aprovada por 61% dos entrevistados e repetiu a média de aprovação de 59% quando perguntado para os que chegaram ao ensino superior. Na faixa dos que ganham de cinco a dez salários mínimos atingiu 61% de aprovação, seu maior avanço.
Cresce expectativa de melhora econômica
A economia explica, segundo o instituto de pesquisa, a evolução dos números. O índice dos que acreditam que a situação econômica vai melhorar subiu de 54% em junho para 60% no primeiro mês do ano. Também cresceu o dos otimistas com a economia, de 42% para 46%.
Foram ouvidas 2.575 pessoas entre os dias 18 e 19 de janeiro e a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

RECONHECIMENTO DE DIPLOMAS DO EXTERIOR PODE FICAR MAIS SIMPLES

Os diplomas concedidos a estudantes brasileiros por instituições estrangeiras de educação superior de "reconhecida excelência acadêmica" poderão ter revalidação automática no Brasil. A medida consta do Projeto de Lei do Senado (PLS) 399/11, do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que está tramitando na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). A matéria ainda será analisada, em decisão terminativa, pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
O projeto inclui os diplomas de graduação, mestrado e doutorado entre os que podem vir a ter revalidação ou reconhecimento automático. E estabelece que o Poder Público divulgue periodicamente a lista de cursos e instituições que poderão vir a ser beneficiados pela medida. A proposta está sendo analisada pelo relator, senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Ao justificar sua proposta, o autor recorda que um número cada vez maior de brasileiros tem procurado universidades estrangeiras, para fazer cursos de graduação e de pós-graduação. Essa tendência, como observou, tende a crescer com o prometido envio de 75 mil estudantes ao exterior, dentro do programa do governo federal de estímulo à formação de novos profissionais em ciências e engenharias.
Quando retornam ao Brasil, prossegue o senador, muitas vezes os estudantes precisam enfrentar longos e caros processos de revalidação dos diplomas que obtiveram no exterior. São frequentes, como recordou, relatos de procedimentos "excessivamente caros, pouco transparentes, demorados e arbitrários". Ele apresentou seu projeto como forma de ajudar a agilizar e desburocratizar esse processo.
- Propomos que seja dado tratamento diferenciado aos diplomas de graduação, mestrado ou doutorado oriundos de cursos de instituições de ensino superior estrangeiras de indiscutível excelência acadêmica. Os graduados desses cursos, identificados e periodicamente divulgados pelo Ministério da Educação segundo critérios estabelecidos em regulamento, poderiam beneficiar-se do reconhecimento ou revalidação automática - afirma Requião.
Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Assuntos Relacionados: Cultura , Defesa Nacional , Educação , Esporte , Governo , Relações Exteriores




quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

BRASIL INVESTE EM EDUCAÇÃO PARA BRASILEIROS ESTUDAREM NO EXTERIOR

Presidente Dilma lança editais que darão 12,5 mil bolsas de estudo no exterior a universitários 
Ascom MEC - 13/12/2011 - Brasília DF 


A presidenta da República, Dilma Rousseff, lança nesta terça-feira (13/12), durante cerimônia no Palácio do Planalto, editais que vão selecionar 12,5 mil estudantes universitários de graduação para bolsas de estudo no exterior. Podem concorrer às bolsas alunos de universidades públicas e privadas. As bolsas fazem parte do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF), que vai oferecer, até 2014, mais de 100 mil bolsas de estudos no exterior, em quatro anos, das quais 75 mil têm o apoio do governo federal e 26 mil da iniciativa privada. O beneficio se destina a estudantes e pesquisadores nas áreas de tecnologia e inovação, nas modalidades graduação-sanduíche, educação profissional e tecnológica e pós-graduação (doutorado-sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado). Decreto - Na mesma solenidade, a Presidenta assinará o decreto que regulamenta o programa Ciência sem Fronteiras, que nesta primeira fase vai beneficiar apenas estudantes de graduação, para instituições de ensino superior dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália e França. As oportunidades são em cursos de graduação na “modalidade sanduíche” (casos em que os estudantes cursam um ano no exterior) e a previsão é de que cada um dos países ofereça, para graduação, até 2014, 10 mil bolsas, sendo que para os Estados Unidos a previsão é de 18 mil.
Inscrições – O período de inscrições será de 13 de dezembro de 2011 a 15 de janeiro de 2012 e, para se candidatar às bolsas, os estudantes devem atender aos requisitos definidos por edital de seleção.  Primeiros selecionados – O primeiro edital do Programa Ciência sem Fronteiras já selecionou, em caráter experimental, candidatos para cursos de graduação na modalidade sanduíche em universidades norte-americanas. A chamada pública coordenada pela Capes, recebeu 7.007 inscrições. Mil e quinhentos candidatos foram selecionados e os primeiros 841 embarcam em janeiro de 2012. Os demais seguirão em julho de 2012 para curso de idioma. Atração de cientistas - Dois outros editais serão lançados na cerimônia desta terça-feira com o objetivo de trazer estrangeiros ou brasileiros que atuam no exterior. O primeiro, Atração de Jovens Talentos, busca atrair e estimular a fixação, no Brasil, de jovens pesquisadores residentes no exterior, preferencialmente brasileiros, que tenham destacada produção científica e tecnológica. O segundo, Pesquisador Visitante Especial (PVE), busca fomentar o intercâmbio e a cooperação internacional visando o fortalecimento das pesquisas em temas prioritários por meio de parceria com lideranças internacionais. O objetivo é trazer para o Brasil pesquisadores de alto nível, que se destacam na área onde atuam.
Tecnólogos – A chamada pública Curso Superior de Tecnologia Sanduíche no Canadá (Tecnólogo Sanduíche), voltada a estudantes de instituições da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, permitirá a realização de estudos e estágio em instituições de ensino do Canadá. A seleção dos alunos será feita pelas instituições de destino. O candidato, depois de pré-selecionado pela instituição, deverá se inscrever no site do Programa Ciência sem Fronteiras, por meio do formulário on-line disponível no site www.cienciasemfronteiras.gov.br e enviar a documentação descrita no edital. Ciência sem Fronteiras – O Programa Ciência sem Fronteiras é uma iniciativa do Governo Federal que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação e da mobilidade internacional. O programa é fruto de esforço do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.



Ciência sem Fronteiras manda primeiros 616 alunos para intercâmbio

Expectativa é melhorar o ensino superior no Brasil 
Agência Brasil

O aumento do número de estudantes brasileiros de graduação e pós-graduação no exterior e a maior presença de pesquisadores estrangeiros no Brasil, estimulados pelo Programa Ciência sem Fronteiras, deve repercutir na qualidade do ensino na universidade brasileira. Essa é a expectativa do governo que, hoje (13), anunciou a partida dos primeiros alunos de graduação das áreas de tecnologia e engenharia para a temporada de um ano nos Estados Unidos. Até agora, há 616 com vagas confirmadas. Para o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, já na volta desses estudantes, haverá “impacto na questão curricular”. Segundo ele, é comum, em outros países, uma carga horária de mais estudos e menos tempo em sala de aula. “Lá é pouca aula e muito estudo”, relatou. Guimarães calcula que a diferença se dá na proporção de 40 horas de aula no Brasil para 15 ou 16 horas de aula no exterior, por semana. A maior parte do tempo é preenchida com atividades em laboratório ou em biblioteca.
De acordo com o Índice Geral de Cursos (IGC), calculado pelo Ministério da Educação para mais de 2 mil instituições de ensino superior do Brasil, cerca de 20% das universidades públicas e 50% das universidades privadas têm desempenho insatisfatório. O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, também acredita que o Ciência sem Fronteiras possa alterar esse quadro, pois “tem efeito multiplicador” e “forçará” a rever o ensino. Ele lembra que as bolsas para jovens talentos e as bolsas para pesquisador visitante especial, a serem publicadas em editais conjuntos com as fundações estaduais de apoio e amparo à pesquisa, trarão quadros do interesse das universidades. 

Além disso, o programa trará efeito sobre a cultura do ensino. “O acesso à universidade expandiu-se nos últimos anos. Precisamos dar qualidade e expor os estudantes a um ambiente de inovação”, disse Oliva, à Agência Brasil, ao defender que “é possível fazer ciência e estar em ambiente produtivo. Eu quero que esses caras saiam para a indústria”. “A questão de ter o edital em fluxo contínuo significa que cada instituição pode se programar e definir as áreas estratégicas que deseja dar andamento nos próximos anos”, acrescenta o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), João Luiz Martins. Para ele, a publicação de editais será “fundamental para consolidar áreas de conhecimento, melhorar redes e trabalhar algumas áreas estratégicas que a gente precisa de apoio externo”.
Na opinião da presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, “o Ciência sem Fronteiras transcende a oferta de bolsa e chama a atenção para a necessidade de internacionalizar as universidades”, diz referindo-se à exigência de que os candidatos estudem línguas estrangeiras, em especial o inglês. “Se o país quer ser competitivo, a língua inglesa tem que fazer parte da nossa cultura. O programa abre debate dentro das universidades brasileiras quanto à possibilidade de ter curso em língua inglesa”, observou Helena Nader.



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

NOTÍCIAS

Educação a distância já responde por quase 15% das matrículas no ensino superior 
Agência Brasil

A educação a distância (EAD) já responde por 14,6% das matrículas de graduação no ensino superior do país, segundo dados do Censo da Educação Superior de 2010, divulgados no dia 7 de novembro de 2011 pelo Ministério da Educação (MEC). O número de estudantes em busca do diploma atingiu 6.379.299 alunos em 2.377 instituições de ensino superior, que oferecem 29.507 cursos. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o crescimento da modalidade a distância só não é maior porque o governo está dando “um ritmo” para que a expansão não ocorra com prejuízo da qualidade. “Na década de 1990 nós tivemos um crescimento [na educação presencial] que não estava bem administrado e nós não queremos que o mesmo aconteça com a EAD. O que queremos é um crescimento sustentável”. Segundo ele, o percentual de matrículas na EAD no Brasil pode ser considerado baixo em relação a outros países em que a modalidade responde por mais da metade das matrículas. As matrículas continuam concentradas (74%) nas instituições privadas, mas houve um crescimento de 12% no número de alunos das escolas públicas. Entre as instituições públicas de ensino superior, as municipais respondem por 1,6% do total das matrículas, as estaduais por 9,4% e as federais por 14,7%. Haddad destacou que o número de formandos em 2010 (973 mil) é mais que o dobro do registrado em 2001. Também houve crescimento no número de ingressantes das universidades federais, de 143 mil para 302 mil no mesmo período. 
Apesar de as regiões Norte e Nordeste terem registrado um aumento do número de estudantes no ensino superior entre 2001 e 2010, o Sudeste ainda é responsável por 48,7% das matrículas. O Sul fica com 16,9%, o Centro-Oeste concentra 9,1% e o Norte e o Nordeste, 6,5% e 19,3%, respectivamente. Em 2001, representavam 4,7% e 15,2% do total. Nos cursos presenciais, 3,9 milhões de matrículas estão no bacharelado, 928 mil nas licenciaturas e 545 mil na modalidade tecnológica, de menor duração. Já na educação a distância, as matrículas de licenciatura são 426 mil, de bacharelado, 268 mil, e nos tecnológicos, 235 mil.