terça-feira, 4 de novembro de 2014

AESGA: Educação de qualidade acessível a todos

A Autarquia do Ensino Superior de Garanhuns - AESGA é uma instituição que cresce e se destaca ano a ano. Graças ao trabalho realizado nas últimas gestões pela Professora Eliane Simões e continuado pela a atual presidente, a Professora Giane Lira, a instituição não coleciona apenas prêmios, mas oferece ao mercado de Garanhuns e região ensino de qualidade, respaldado pelo mercado através dos profissionais formados todos os anos e tem destaque nas empresas onde atuam. Não é a toa que a Faculdade de Administração - FAGA, obteve a 7ª colocação no Ranking Nacional de Educação 2014 da Folha de São Paulo.

Crescer sempre, liderar mudanças e continuar sendo referência em ensino são os propósitos da AESGA. Por isso, a instituição mantém desde 2012 o convênio de Intercâmbio Internacional, onde alunos do Curso de Engenharia Civil podem estudar em qualquer universidade do mundo, com todas as despesas custeadas pelo governo brasileiro através do Programa Ciência Sem Fronteiras. Alguns alunos já foram contemplados e estão estudando nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Até algum tempo atrás nem todos tinham acesso a estudar na instituição, mas iniciativas dos governos Estadual e Municipal deram origem aos programas de bolsa de estudo PROUPE e PROGUS. Através destes programas é possível estudar na AESGA com bolsa de estudo, cujo os percentuais variam de 25% a 100%, permitindo a alunos carentes acesso a uma educação de qualidade, com infraestrutura física, laboratorial, núcleos de práticas jurídicas e atendimento contínuo a comunidade.

Interessados em estudar na AESGA podem obter informações nos seguintes contatos:

Telefone: (87) 3761-1596
cespa.aesga@gmail.com
www.aesga.edu.br

   




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O FUTURO DA ESCOLA ESTÁ NO “CONTRATURNO”

Alexandre Sayad - Portal Aprendiz - 30/09/2014 - São Paulo, SP

Uma educação baseada em projetos, sem disciplinas estanques, estimuladora do empreendedorismo e autonomia do estudante e desenvolvedora de habilidades e competências para este século existe neste momento
Em entrevista do programa Roda Viva, da TV Cultura, ainda nos anos 90, o escritor norueguês Jostein Gaarder respondeu da seguinte maneira à pergunta se ele não se interessava por temas do ocultismo ou discos voadores, ao invés da trivialidade do cotidiano em suas obras: “Isso me parece ser obrigado a atravessar um rio para buscar água do outro lado”.
Uma educação baseada em projetos, sem disciplinas estanques, estimuladora do empreendedorismo e autonomia do estudante e desenvolvedora de habilidades e competências para este século existe neste momento – não é uma promessa de futuro. E mora no chamado “contraturno” de escolas que realizam iniciativas interessantes, alguns em parcerias com universidades. Mas gestores do ensino parecem cegos de tanto enxergá-las.
Muitas atividades extra-curriculares, por exemplo, formam o cenário ideal para que a tecnologia e os espaços “makers” sejam experimentados, catalisando a inovação e provocando a criatividade.
Há uma busca desenfreada por inovação no ambiente escolar (de vocação conservadora). Este movimento não ordenado soa como buscar água do outro lado do rio. Muitas vezes a instituição desenvolve soluções importantes na grade extra-curricular. Mas as atividades de “contraturno” foram sempre discriminadas como ações de menor importância dentro de uma escola conteudista e pós-industrial.
É como se, no turno, as disciplinas acadêmicas ou curriculares (Matemática, Línguas, História etc.) fossem a parte importante da escola e o período de contraturno, a recreação para passar o tempo (Teatro, Esporte, Desafios Científicos, Jornal Escolar etc.). Muitas escolas certamente duplicam o fracasso do currículo por mais um período e chamam isso de educação integral – mas há tantas outras com projetos inovadores.
O auto-boicote é tão grande que nem mesmo sistemas de avaliação foram desenvolvidos para as chamadas áreas “não-cognitivas” da educação – afinal, brincadeiras não careciam ser avaliadas.
Os anos 60 e 70, com o surgimento dos Cieps no Rio de Janeiro e outros projetos de educação integral, pareciam que chamariam a atenção da sociedade para o lado oculto do cotidiano escolar. Não foi o que aconteceu. Tais movimentos reforçaram algo positivo, que é a integralidade do ensino – mas, sem perceber, mantiveram o currículo como o eixo central da escola. A cena conservadora se reflete até hoje, nos discursos dos candidatos à eleição deste ano.
Há um desafio ululante maior: como transformar o chamado “contraturno” na escola em si. E reduzir o tempo de sala de aula, mas não o de envolvimento do aluno com o conhecimento.
Para isso, há o desafio de montar uma mandala pedagógica de conhecimentos, habilidades e competências que atenda tanto a necessidade de compreender a programação de computadores e de se comunicar, como as de se expressar com conhecimento da Língua Portuguesa e fazer operações matemáticas.

Por outro lado, o vestibular continua vivo e passa bem. Não há como ignorá-lo. Essa é a principal barreira para um ensino que considera a habilidade de “fazer” tão importante como a de “pensar”. Mas não deve servir de bode expiatório para justificar a imobilidade da escola perante as transformações do mundo. Uma educação menos escolarizada e mais baseada no “fazer” depende muito da sociedade enxergá-la como transformadora e exigir as mudanças.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

FAGA ESTÁ ENTRE AS 10 COLOCADAS DE PERNAMBUCO NO RANKING FOLHA DE SÃO PAULO




A Folha de São Paulo divulgou o ranking 2014 dos cursos de Administração no Brasil. A Faculdade de Ciência de Administração de Garanhuns - FAGA obteve a 7º colocação no Estado de Pernambuco e a 263º no Brasil. Confira abaixo as 10 melhores colocadas em Pernambuco no ranking.


INSTITUIÇÃO
PE
BRASIL
UFPE – RECIFE
20º
UPE – RECIFE
66º
UNICAP – RECIFE
115º
ESTÁCIO DE SÁ (FIR) RECIFE
124º
UFRPE - RECIFE
166º
UNINASSAU - RECIFE
206º
FAGA – GARANHUNS
263º
FOCCA – OLINDA
325º
UNIVASF – PETROLINA
331º
FACULDADE SÃO MIGUEL - RECIFE
10°
370º

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 7 de julho de 2014

FIES PARA MESTRADO E DOUTORADO

O ministro da Educação, Henrique Paim, anunciou hoje (1º) a extensão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) à pós-graduação. Inicialmente, o Ministério da Educação (MEC) abrirá processo para a adesão das instituições e, posteriormente, para os estudantes. A inscrição manterá fluxo contínuo. Paim assinou a portaria que regulamenta a adesão das mantenedoras.
Segundo o MEC, a nova modalidade do Fies terá 31,6 mil potenciais beneficiários, matriculados em mais de 600 programas de pós-graduação stricto sensu ofertados por cerca de 170 instituições privadas.
“Existe uma demanda importante, principalmente de alunos de cursos de mestrado profissional”, disse o ministro. Ele lembrou também que, com o Plano Nacional de Educação (PNE), o país tem o compromisso de elevar as matrículas da pós-graduação. "O financiamento vai ser um grande suporte para que se possa fazer essa ampliação. Por isso, temos que ter muito cuidado para que não só seja a feita a ampliação, mas que ela seja feita com qualidade", acrescentou.
Segundo Paim, o financiamento já estava previsto. Além disso, era demanda antiga do setor privado. A pasta informa, no entanto, que o Fies da Pós-graduação não atenderá a cursos de especialização, os chamados lato sensu, nem cursos de ensino a distância.
Alunos já contemplados com bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) pelo Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) não poderão solicitar o financiamento.
As regras do financiamento serão publicadas em portaria no Diário Oficial da União. A Capes não confirma se serão as mesmas da graduação.

De acordo com Paim, na graduação há 1,6 milhão contratos formalizados pelo Fies até o momento. No ensino superior privado, 40% dos alunos são apoiados por programas como o Fies ou o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudo parciais ou integrais na graduação.

O último parágrafo do texto foi alterado às 20h23 para correção de informação: até o momento, há 1,6 milhão de contratos formalizados pelo Fies na graduação, e não 1,6 mil, como tinha sido publicado.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 29 de abril de 2014

PAPO DE UNIVERSITÁRIO ANO II

Promovido pelo Clube do Universitário, a segunda edição do evento traz o tema “Desafio universitário”, com 20 palestrantes. Grandes nomes do cenário nacional já foram confirmados, como o músico, compositor, escritor e empresário Gabriel O Pensador; o economista Max Gehringer; o escritor e jornalista Fabrício Carpinejar; o criador e editor do portal Adminitradores.com, Leandro Vieira; e o ex-capitão do Bope e um dos inspiradores do personagem Capitão Nascimento do filme Tropa de Elite, Paulo Storani.
“Os nomes dos palestrantes foram escolhidos a dedo visando a proposta de discutirmos a importância do comportamento empreendedor como diferencial competitivo”, afirma o idealizador do evento, Marcos Rodrigues. Mais de três mil pessoas são esperadas nos dois dias do encontro.
As inscrições para o Papo de Universitário – O Encontro – Ano 2 já podem ser feitas através do sitewww.clubedouniversitario.com. Todos os participantes receberão certificado de 20h para área premium e 36h para a VIP. Para a área premium, o valor da inscrição é de R$ 79 para estudantes e R$ 158 para profissionais. Para a área VIP, o valor é de R$ 99 e R$ 198, respectivamente.
SERVIÇO | PAPO DE UNIVERSITÁRIO – O ENCONTRO - ANO 2
Quando: 24 e 25 (sábado e domingo) de maio de 2014
Horários: das 9h às 19h20h (sábado) e das 9h às 19h40 (domingo)
Onde: Chevrolet Hall - Recife
Certificado: 20h/aula (premium), 36h/aula (VIP)
Inscrições: Área premium: R$ 79 (estudantes) e R$ 158 (profissionais). Área VIP: R$ 99 (estudante) e R$ 198 (profissionais)
Informações: www.clubedouniversitario.com

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Brasil precisa ensinar matemática bem e ter mais engenheiros, diz CNI


DA REDAÇÃO - UOL ECONOMIA - 21/05/2013 - SÃO PAULO, SP
No Brasil, a baixa qualidade da educação básica e das faculdades, e a pouca oferta de ensino profissionalizante atrapalham a inovação, a produtividade e a competitividade das empresas.
A avaliação consta do `Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022`. O estudo foi realizado em nove meses pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com participação de cerca de 500 representantes empresariais, e apresentado nesta terça-feira (21).
O documento faz uma análise dos desafios do país para a próxima década na área industrial e apresenta dez pontos que a CNI considera fundamentais para melhorar a produtividade e a competitividade.
Segundo o mapa, os resultados em termos de qualidade da educação não são condizentes com o volume de recursos investidos na área. O investimento em educação no Brasil representa 5,7% do PIB, percentual próximo ao de países como Holanda, França e Estados Unidos.
Na última avaliação do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, realizado pela OCDE), em 2009, o Brasil ocupou a 54ª colocação, enquanto a Holanda ficou em 9º lugar, a França em 25º e os EUA em 26º.
A situação é pior quando o conteúdo avaliado é matemática, que coloca os alunos brasileiros na 57ª posição. . Esse estudo avalia alunos de 15 anos de idade.
Somente 15% dos jovens brasileiros acessam o ensino superior, o que equivale a 4 milhões de pessoas, sendo que a taxa de conclusão é de apenas 15,2% dos ingressantes, diz a CNI, citando dados do Senai de 2012).
Em2010, havia cerca de 10 milhões de graduados –10% da população adulta brasileira–, enquanto no Chile essa taxa é de 25% e, na média da OCDE, de 30%.
A falta de profissionais qualificados em determinadas áreas é um gargalo para a inovação, diz a CNI. Na graduação tecnológica, os números são considerados `baixíssimos`: apenas 0,16% da população entre 20 a 29 anos frequentavam um curso desse tipo em 2007, enquanto 11,26% das pessoas na mesma faixa frequentavam cursos de graduação regulares.
A CNI destaca a `escassez de engenheiros`, cuja atividade possui um impacto amplo sobre muitos setores e atividades, sobretudo para a indústria. Somente 5% dos graduados no Brasil formam-se em engenharia.
Enquanto o país tem dois graduados em engenharia para cada 10 mil habitantes, no Japão, são 10,2 e na China, 13,4. Além disso, há a questão da qualidade dos profissionais formados, sobretudo das universidades privadas, que é considerada baixa.


Maioria dos métodos de estudar para provas não funciona, diz estudo
DA BBC - G1 GLOBO.COM - 22/05/2013 - RIO DE JANEIRO, RJ

Os métodos favoritos de se preparar para provas escolares não são os que garantem os melhores resultados para os estudantes, segundo uma pesquisa feita por um grupo de psicólogos americanos.
Universidades e escolas sugerem aos estudantes uma grande variedade de formas de ajudá-los a lembrar o conteúdo dos cursos e garantir boas notas nos exames.
Entre elas estão tabelas de revisão, canetas marcadoras, releitura de anotações ou resumos, além do uso de truques mnemônicos ou testar a si mesmo.
Mas segundo o professor John Dunlosky, da Kent State University, em Ohio, nos Estados Unidos, os professores não sabem o suficiente sobre como a memória funciona e quais as técnicas são mais efetivas.
Dunlosky e seus colegas avaliaram centenas de pesquisas científicas que estudaram dez das estratégias de revisão mais populares, e verificaram que oito delas não funcionam ou mesmo, em alguns casos, atrapalham o aprendizado.
Por exemplo, muitos estudantes adoram marcar suas anotações com canetas marcadoras.
Mas a pesquisa coordenada por Dunlosky - publicada pela Associação de Ciências Psicológicas - descobriu que marcar frases individuais em amarelo, verde ou rosa fosforescente pode prejudicar a revisão.
`Quando os estudantes estão usando um marcador, eles comumente se concentram em um conceito por vez e estão menos propensos a integrar a informação que eles estão lendo em um contexto mais amplo`, diz ele.
`Isso pode comprometer a compreensão sobre o material`, afirma.
Mas ele não sugere o abandono dos marcadores, por reconhecer que elas são um `cobertor de segurança` para muitos estudantes.
Resumos e mnemônicos
Os professores regularmente sugerem ler as anotações e os ensaios das aulas e fazer resumos.
Mas Dunlosky diz: `Para nossa surpresa, parece que escrever resumos não ajuda em nada`.
`Os estudantes que voltam e releem o texto aprendem tanto quanto os estudantes que escrevem um resumo enquanto leem`, diz.
Outros guias para estudo sugerem o uso de truques mnemônicos, técnicas para auxiliar a memorização de palavras, fórmulas ou conceitos.
Dunlosky afirma que eles podem funcionar bem para lembrar de pontos específicos, como `Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, Seno A Cosseno B, Seno B Cosseno A`, para lembrar a fórmula matemática do seno da soma de dois ângulos: sen (a + b) = sena.cosb + senb.cosa.
Mas ele adverte que eles não devem ser aplicados para outros tipos de materiais: `Eles não vão te ajudar a aprender grandes conceitos de matemática ou física`.
Repetição
Então, o que funciona?
Somente duas das dez técnicas avaliadas se mostraram efetivas - testar-se a si mesmo e espalhar a revisão em um período de tempo mais longo.
`Estudantes que testam a si mesmos ou tentam recuperar o material de sua memória vão aprender melhor aquele material no longo prazo`, diz Dunlosky.
`Comece lendo o livro-texto e então faça cartões de estudo com os principais conceitos e teste a si mesmo. Um século de pesquisas mostra que a repetição de testes funciona`, afirma.
Isso aconteceria porque o estudante fica mais envolvido com o tema e menos propenso a devaneios da mente.
`Testar a si mesmo quando você tem a resposta certa parece produzir um rastro de memória mais elaborado conectado com seus conhecimentos anteriores, então você vai construir (o conhecimento) sobre o que já sabe`, diz o pesquisador.
`Prática distribuída`
Porém a melhor estratégia é uma técnica chamada `prática distribuída`, de planejar antecipadamente e estudar em espaços de tempo espalhados - evitando, assim, de deixar para estudar de uma vez só na véspera do teste.
Dunlosky diz que essa é a estratégia `mais poderosa`. `Em qualquer outro contexto, os estudantes já usam essa técnica. Se você vai fazer um recital de dança, não vai começar a praticar uma hora antes, mas ainda assim os estudantes fazem isso para estudar para exames`, observa.
`Os estudantes que concentram o estudo podem passar nos exames, mas não retêm o material`, diz.
`Uma boa dose de estudo concentrado após bastante prática distribuída é o melhor caminho`, avalia.
Então, técnicas diferentes funcionam para indivíduos diferentes? Dunlosky afirma que não - as melhores técnicas funcionam para todos.
E os especialistas acreditam que esse estudo possa ajudar os professores a ajudar seus alunos a estudar.

sábado, 27 de abril de 2013

Como a rede de ensino Kroton saiu do prejuízo, superou as concorrentes e agora forma, ao associar-se à Anhanguera, a maior empresa desse mercado no mundo

João Werner Grando, Revista Exame

São Paulo - Apenas três dias de negociações intensas selaram a criação do maior negócio de educação do mundo. A jornada começou na quinta-feira 18 de abril, às 2 da tarde, quando uma dúzia de assessores das redes de ensino superior Kroton e Anhanguera se fechou num escritório na zona sul de São Paulo.


De um lado, os executivos da Kroton, maior rede de faculdades do país em valor de mercado, com seu presidente, o executivo Rodrigo Galindo, dois sócios da Advent, fundo de private equity que investe na empresa, e advogados do escritório Barbosa e Müssnich, Aragão.
De outro, o presidente da Anhanguera, o paulista Ricardo Scavazza, os sócios do fundo Pátria, principal acionista da empresa, e a banca Mattos Filho. O time dormiu em média apenas 3 horas por noite até a assinatura do contrato, numa sequência de trabalho quase ininterrupta — com direito a pizza no escritório e cochilos no sofá. “Foi uma das negociações mais velozes e certamente a mais importante da minha vida”, afirma Galindo.
A união entre Kroton e Anhanguera, por meio de uma troca de ações estimada em 5 bilhões de reais, resultou numa empresa de proporções sem precedentes. É a maior do mundo, com valor de mercado próximo a 12 bilhões de reais — o dobro da segunda colocada, a chinesa New Oriental.
Cerca de 1 milhão de estudantes assistem a aulas em 120 campi e 600 operações de ensino a distância numa cobertura que chega a 500 cidades de todos os estados do país. No mercado brasileiro, o negócio projetou a nova companhia — que ainda não tem nome definido — bem à frente das demais concorrentes.
Juntas, Kroton e Anhanguera faturam o dobro da segunda colocada, a Estácio de Sá, controlada pelo fundo de private equity­ GP Investments. A associação entre as duas representa o ápice de um movimento de consolidação iniciado há cerca de cinco anos, período em que Kroton e Anhanguera empreenderam, respectivamente, 25 e 39 aquisições.
“Nenhuma outra fusão seria capaz de gerar uma empresa com o mesmo valor de mercado dessa nova companhia”, diz Ryon Braga, da consultoria especializada em educação Hoper.
Apesar de ter sido tratada como fusão, uma das empresas claramente deverá predominar. Com um valor de mercado maior, a Kroton saiu em diversos aspectos como vencedora no negócio. Ao final, os acionistas originais da rede ficam com mais da metade da nova empresa, terão sete dos 13 assentos do conselho e o presidente executivo será Galindo, que terá carta- branca para formar sua diretoria.
À Anhanguera coube três assentos no conselho e sua presidência, ocupada por Gabriel Rodrigues, parceiro do Pátria no investimento na Anhanguera. 
Virada
A dominância da Kroton, nesse caso, tem um caráter de virada. Três anos atrás, a empresa era uma espécie de lanterninha do mercado. Em 2009, o valor de mercado da Kroton era de apenas 20% do da Anhanguera.
A Kroton faturava menos da metade que sua concorrente e ainda tinha prejuízo. A própria capacidade de recuperação mostrada pela Kroton desde então contou como vantagem na hora de se associar à Anhanguera. De acordo com executivos próximos, a Kroton brigou lado a lado com uma proposta da concorrente Estácio de Sá, que também pretendia ficar com a Anhanguera. 
“Hoje, a Kroton é a empresa mais eficiente do mercado e essa característica contou a favor”, diz o executivo de um fundo que investe em empresas de educação. Os investidores gostaram: as ações da Kroton subiram 8%, as da Anhanguera, 7% — o que adicionou 700 milhões de reais ao valor de mercado das duas empresas no dia do anúncio da associação.
Segundo EXAME apurou, a habilidade política também ajudou na abordagem da Kroton, que soube aproveitar um momento de transição de poder na Anhanguera, até então a maior empresa do país em faturamento e número de alunos. No início deste ano, o fundo Pátria, do investidor Alexandre Saigh, vendeu parte de suas ações e retirou três representantes do conselho de administração.
Com isso, a presidência do conselho iria para as mãos de Gabriel Rodrigues, fundador da faculdade Anhembi Morumbi e um dos principais acionistas da Anhanguera.
Vendo esse rearranjo como uma oportunidade de negócio, a Kroton despachou um interlocutor à altura para tentar uma aproximação. O escolhido foi o empresário Walfrido Mares Guia, fundador da rede de escolas de ensino básico Pitágoras e acionista da Kroton, que partiu de Belo Horizonte para São Paulo a pretexto de parabenizar o amigo Rodrigues.
Era, na verdade, uma tática para iniciar a conversa sobre a associação com a companhia. A viagem aconteceu no dia 17 de abril. No dia seguinte, a tropa de negociadores das duas empresas se fechou para redigir os termos do contrato. 
A associação dá visibilidade inédita ao executivo paulista Rodrigo Galindo, de 36 anos. Seu nome como presidente da nova empresa foi consenso nas negociações. Espera-se que ele repita, em escala ampliada, o que conseguiu cumprir dentro da estrutura da Kroton. Em boa parte, a virada da rede tem a ver com sua chegada ao grupo, há apenas três anos.
Galindo entrou na operação depois que a universidade de seu pai, a Iuni, com operações em Mato Grosso, no Amapá e na Bahia, foi comprada por cerca de 200 milhões de reais. Ele começara a trabalhar na empresa do pai aos 13 anos, tirando cópias para os alunos da faculdade.
Aos poucos, passou por diversas áreas até conhecer a operação em cada detalhe. Seu pai foi um ávido comprador de universidades, e coube a ele o desafio de integrá-las. Foi quando desenvolveu um método de integração das unidades num tempo recorde de 90 dias, metade do que se fazia no setor. Os executivos do Advent, principal acionista da Kroton, logo viram nele um perfil raro no mercado. “Ele reunia experiência técnica e competência para ser um bom gestor”, diz Luiz Kaufmann, consultor que havia sido chamado para reestruturar a Kroton e contratar um executivo para tocá-la. 
À frente da Kroton, Galindo seguiu à risca a mesma receita que criou na Iuni. As faculdades passaram a abrir turmas somente com um número mínimo de alunos que permitisse que cada sala de aula fosse rentável.
Além disso, Galindo impôs um rígido controle de orçamento que obrigava gerentes e diretores a enviar um e-mail ao presidente caso precisasse gastar mais do que o previsto, mesmo em contas tão miúdas quanto a despesa com pizzas para os serões de fechamento dos balanços na área de controladoria. Em 2011, a Kroton já estava no azul, com margens parelhas com o setor.
A empresa deu início a uma nova fase. Em dezembro de 2011, a Kroton fechou a compra da Unopar por 1,3 bilhão de reais. A justificativa para um cheque sem precedentes na história do setor foi a operação de ensino a distância da rede paranaense criada pelo empresário Marco Antonio Laffranchi, hoje sócio da Kroton. Seis meses depois, a empresa fechou a compra da catarinense Uniasselvi e se tornou a líder no país em ensino a distância, uma categoria em que a Kroton não atuava até então. 
Com essas operações, as margens melhoraram e a empresa fechou o ano passado com lucro de 200 milhões de reais — 25% mais que a segunda melhor, a própria Anhanguera, e o dobro da Estácio. O aumento na rentabilidade levou a Kroton a se tornar a rede de ensino superior com maior valor em bolsa do mundo no final de 2012 — posição que se consolida agora com a associação com a Anhanguera. 
Na nova empresa, Galindo já sabe que não poderá dispor dos mesmos recursos que utilizou em ocasiões anteriores. Até então, ele se valia de uma equipe composta de cerca de 30 profissionais que conseguia incorporar as faculdades de médio e pequeno porte adquiridas em apenas três meses. Desta vez ele pretende contratar uma grande consultoria para ajudá-lo no processo.
Caberá a ela fazer a análise preliminar das potenciais sinergias até a aprovação definitiva do Cade, órgão de proteção da concorrência. “Devemos levar mais de um ano para integrar tudo”, diz Galindo.
Um obstáculo deve aumentar a complexidade do que já é por definição uma tarefa difícil — o estado atual da Anhanguera. Embora seja considerada uma boa empresa, ela foi bem menos feliz que a Kroton ao integrar suas aquisições passadas. Estima-se que um quinto do total de alunos ainda estude com currículos diferentes do padrão da empresa, o que deixa sua operação mais cara.
Uma das mais difíceis de digerir é a Uniban, rede paulista adquirida por 510 milhões de reais em 2011. Além de ser uma das menos eficientes do mercado, a empresa era uma das campeãs de reclamação no Procon.
“A Anhanguera fez opções piores e tinha métodos menos eficazes de integrar as empresas compradas. Por isso, ela não manteve o mesmo padrão de ensino em cada unidade”, diz Braga, da consultoria Hoper. “Nivelar a rede é um dos principais desafios da nova companhia.” Em 2011, a Anhanguera chegou a ser notificada pelo Ministério da Educação pela discrepância de qualidade de suas unidades.
Atualmente, segundo a empresa, todas as suas faculdades já integradas têm nota igual ou superior a 3, numa escala de 1 a 5, na avaliação conhecida como IGC, sigla para Índice Geral de Cursos. Desafios à parte, a nova empresa já nasce mais eficiente que as outras empresas do setor com capital aberto. Sua margem operacional, de 23,5%, é 8 pontos percentuais acima da Estácio de Sá, concorrente mais próxima.
Sem controlador
Na nova estrutura de comando da empresa, Galindo terá mais autonomia do que nunca para tocar a operação. O fundo Pátria, que tinha 82% na época da abertura de capital da Anhanguera seis anos atrás, hoje é dono de 10% das ações. O Advent, que chegou a ter 28% da Kroton, vendeu parte de suas ações e hoje é dono de apenas 10% do capital da empresa.
Nenhuma outra empresa do setor terá o capital tão pulverizado — no caso da Estácio, a GP Investments ainda mantém uma participação de 10%.
Na nova empresa, ninguém terá mais de 6% das ações. Essa é uma vantagem e também um risco em potencial. Em outros setores, empresas que perderam um controlador forte — como a incorporadora Gafisa — também viram a eficiência ir embora.
Num primeiro momento, a permanência de Galindo à frente do negócio pode dar confiança aos investidores. Também conta a favor a baixa sobreposição das operações. A Anhanguera está mais presente nos estados do Sul e em São Paulo.
A Kroton se concentra em Minas Gerais, no Centro-Oeste, no Norte e no Nordeste. As operações também se completam nas categorias de ensino. Aulas presenciais são o ponto forte da Anhanguera. Já a Kroton é líder no ensino a distância. “A união das duas criou uma empresa extremamente competitiva. Isso a deixa muito forte”, diz Bruno Giardino, analista do setor de educação do banco Santander.
O negócio entre Kroton e Anhanguera pode dar início a uma onda de consolidação entre as maiores do setor. Grupos americanos, como Laureate, dono da Anhembi Morumbi, e DeVry, que possui operações no Nordeste, escolheram o Brasil para investir nos últimos anos.
A razão é simples:  a formação de grandes grupos privados de ensino ganhou uma nova dimensão no mercado brasileiro. Diferentemente do que acontece na Europa e nos Estados Unidos, há milhões de alunos sem vagas em universidades públicas.
É um público que especialistas chamam de “jovem trabalhador”: uma pessoa de 25 a 35 anos, da classe C, e em geral a primeira geração da família a ingressar num curso superior. Estima-se que 20 milhões de pessoas se encaixem nesse perfil no Brasil hoje, três vezes a população atual matriculada em universidades. Com a formação desse novo gigante do setor, a guerra para recrutá-las só começou.