terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Quanto valem no Brasil os diplomas mais valorizados dos EUA









LÁ E CÁ
São Paulo – Os mais altos salários iniciais para universitários nos Estados Unidos estão na área de engenharia e de ciências da computação. É o que mostra levantamento realizado pelo PayScale.
Mas será que no Brasil os mesmos diplomas também rendem bons salários? Confira a comparação entre o que se paga nos Estados Unidos e a média de remuneração no Brasil, com base nos dados do Salariômetro, ferramenta da Fipe que mede os salários médios de admissão a partir das contratações feitas nos últimos seis meses: 

1. ENGENHARIA DE PETRÓLEO

Salário inicial nos EUA : 102.300 dólares por ano. (8.525 dólares por mês)
Salário para profissionais com mais de 10 anos de experiência no EUA: 176.300 dólares por ano (14. 691 dólares por mês)
Salário mensal médio de admissão no Brasil para engenheiros químicos especializados em derivados de petróleo: 8.918 reais. 

2. ENGENHARIA QUÍMICA

Salário inicial nos EUA: 69.600 dólares por ano. (5.800 dólares por mês)
Salário para profissionais com mais de 10 anos de experiência no EUA: 116.700 dólares por ano. (9.725 dólares por mês)
Salário mensal médio de admissão no Brasil para engenheiro químico em geral: 6.609 reais. 

3. ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO

Salário inicial nos EUA: 67.300. (5.608 dólares por mês)
Salário para profissionais com mais de 10 anos de experiência no EUA: 108.600 dólares (9.050 dólares por mês)
Salário mensal médio de admissão no Brasil para engenheiro de sistemas operacionais em computação: 5.164 reais.

4. ENGENHARIA NUCLEAR

Salário inicial nos EUA: 67.000 por ano. (5.583 dólares por mês)
Salário para profissionais com mais de 10 anos de experiência nos EUA: 118.800 dólares. (9.900 dólares por mês)
Salário mensal médio de admissão no Brasil para engenheiro mecânico nuclear: 16.155 reais

5. CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

Salário inicial nos EUA: 66.700 dólares por ano (5.558 dólares por mês)
Salário para profissionais com mais de 10 anos de experiência: 112.600 dólares por ano. (9383 dólares por mês)
Salário mensal médio de admissão no Brasil para pesquisador em ciências da computação e informática: 5.068 reais.

6.ENGENHARIA ELÉTRICA VOLTADA PARA COMPUTAÇÃO

Salário inicial nos EUA: 66.500 dólares por ano (5.541 dólares por mês)
Salário para profissionais com mais de 10 anos de experiência: 113.000 dólares por ano (9.416 dólares por mês)
Salário mensal médio de admissão no Brasil para engenheiro eletricista: 6.591 reais.
Salário mensal médio de admissão no Brasil para engenheiro de projetos eletrônicos: 6.996 reais 

7. ENGENHARIA ELÉTRICA

Salário inicial nos EUA: 65.900 dólares por ano (5.491 dólares por mês)
Salário para profissionais com mais de 10 anos de experiência: 107.900 dólares por ano. (8.991 dólares por mês)
Salário mensal médio de admissão no Brasil para engenheiro eletricista: 6.591 reais. 

8. ENGENHARIA AEROESPACIAL

Salário inicial nos EUA: 64.700 dólares por ano (5.391 dólares por mês)
Salário para profissionais com mais de 10 de anos de experiência: 107.900 dólares por mês. (8.991 dólares por mês
Salário mensal médio de admissão no Brasil para engenheiro aeronáutico: 6.826 reais

9. ENGENHARIA DE TELECOMUNICAÇÕES

Salário inicial nos EUA: 64.100 dólares por ano (5.341 dólares por mês)
Salário para profissionais com mais de 10 anos de experiência: 113.200 dólares por ano. (9433 dólares por mês)
Salário mensal médio de admissão no Brasil para engenheiro de projetos de telecomunicações: 6.674 reais.

10. ENGENHARIA DE MATERIAIS

Salário inicial nos EUA: 64.000 dólares por ano. (5.333 dólares por mês)
Salário para profissionais com mais de 10 anos de experiência: 105.100 dólares por ano. (8.758 dólares por mês)
Salário mensal médio de admissão no Brasil para engenheiro de materiais: 7.333 reais

terça-feira, 4 de novembro de 2014

AESGA: Educação de qualidade acessível a todos

A Autarquia do Ensino Superior de Garanhuns - AESGA é uma instituição que cresce e se destaca ano a ano. Graças ao trabalho realizado nas últimas gestões pela Professora Eliane Simões e continuado pela a atual presidente, a Professora Giane Lira, a instituição não coleciona apenas prêmios, mas oferece ao mercado de Garanhuns e região ensino de qualidade, respaldado pelo mercado através dos profissionais formados todos os anos e tem destaque nas empresas onde atuam. Não é a toa que a Faculdade de Administração - FAGA, obteve a 7ª colocação no Ranking Nacional de Educação 2014 da Folha de São Paulo.

Crescer sempre, liderar mudanças e continuar sendo referência em ensino são os propósitos da AESGA. Por isso, a instituição mantém desde 2012 o convênio de Intercâmbio Internacional, onde alunos do Curso de Engenharia Civil podem estudar em qualquer universidade do mundo, com todas as despesas custeadas pelo governo brasileiro através do Programa Ciência Sem Fronteiras. Alguns alunos já foram contemplados e estão estudando nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Até algum tempo atrás nem todos tinham acesso a estudar na instituição, mas iniciativas dos governos Estadual e Municipal deram origem aos programas de bolsa de estudo PROUPE e PROGUS. Através destes programas é possível estudar na AESGA com bolsa de estudo, cujo os percentuais variam de 25% a 100%, permitindo a alunos carentes acesso a uma educação de qualidade, com infraestrutura física, laboratorial, núcleos de práticas jurídicas e atendimento contínuo a comunidade.

Interessados em estudar na AESGA podem obter informações nos seguintes contatos:

Telefone: (87) 3761-1596
cespa.aesga@gmail.com
www.aesga.edu.br

   




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O FUTURO DA ESCOLA ESTÁ NO “CONTRATURNO”

Alexandre Sayad - Portal Aprendiz - 30/09/2014 - São Paulo, SP

Uma educação baseada em projetos, sem disciplinas estanques, estimuladora do empreendedorismo e autonomia do estudante e desenvolvedora de habilidades e competências para este século existe neste momento
Em entrevista do programa Roda Viva, da TV Cultura, ainda nos anos 90, o escritor norueguês Jostein Gaarder respondeu da seguinte maneira à pergunta se ele não se interessava por temas do ocultismo ou discos voadores, ao invés da trivialidade do cotidiano em suas obras: “Isso me parece ser obrigado a atravessar um rio para buscar água do outro lado”.
Uma educação baseada em projetos, sem disciplinas estanques, estimuladora do empreendedorismo e autonomia do estudante e desenvolvedora de habilidades e competências para este século existe neste momento – não é uma promessa de futuro. E mora no chamado “contraturno” de escolas que realizam iniciativas interessantes, alguns em parcerias com universidades. Mas gestores do ensino parecem cegos de tanto enxergá-las.
Muitas atividades extra-curriculares, por exemplo, formam o cenário ideal para que a tecnologia e os espaços “makers” sejam experimentados, catalisando a inovação e provocando a criatividade.
Há uma busca desenfreada por inovação no ambiente escolar (de vocação conservadora). Este movimento não ordenado soa como buscar água do outro lado do rio. Muitas vezes a instituição desenvolve soluções importantes na grade extra-curricular. Mas as atividades de “contraturno” foram sempre discriminadas como ações de menor importância dentro de uma escola conteudista e pós-industrial.
É como se, no turno, as disciplinas acadêmicas ou curriculares (Matemática, Línguas, História etc.) fossem a parte importante da escola e o período de contraturno, a recreação para passar o tempo (Teatro, Esporte, Desafios Científicos, Jornal Escolar etc.). Muitas escolas certamente duplicam o fracasso do currículo por mais um período e chamam isso de educação integral – mas há tantas outras com projetos inovadores.
O auto-boicote é tão grande que nem mesmo sistemas de avaliação foram desenvolvidos para as chamadas áreas “não-cognitivas” da educação – afinal, brincadeiras não careciam ser avaliadas.
Os anos 60 e 70, com o surgimento dos Cieps no Rio de Janeiro e outros projetos de educação integral, pareciam que chamariam a atenção da sociedade para o lado oculto do cotidiano escolar. Não foi o que aconteceu. Tais movimentos reforçaram algo positivo, que é a integralidade do ensino – mas, sem perceber, mantiveram o currículo como o eixo central da escola. A cena conservadora se reflete até hoje, nos discursos dos candidatos à eleição deste ano.
Há um desafio ululante maior: como transformar o chamado “contraturno” na escola em si. E reduzir o tempo de sala de aula, mas não o de envolvimento do aluno com o conhecimento.
Para isso, há o desafio de montar uma mandala pedagógica de conhecimentos, habilidades e competências que atenda tanto a necessidade de compreender a programação de computadores e de se comunicar, como as de se expressar com conhecimento da Língua Portuguesa e fazer operações matemáticas.

Por outro lado, o vestibular continua vivo e passa bem. Não há como ignorá-lo. Essa é a principal barreira para um ensino que considera a habilidade de “fazer” tão importante como a de “pensar”. Mas não deve servir de bode expiatório para justificar a imobilidade da escola perante as transformações do mundo. Uma educação menos escolarizada e mais baseada no “fazer” depende muito da sociedade enxergá-la como transformadora e exigir as mudanças.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

FAGA ESTÁ ENTRE AS 10 COLOCADAS DE PERNAMBUCO NO RANKING FOLHA DE SÃO PAULO




A Folha de São Paulo divulgou o ranking 2014 dos cursos de Administração no Brasil. A Faculdade de Ciência de Administração de Garanhuns - FAGA obteve a 7º colocação no Estado de Pernambuco e a 263º no Brasil. Confira abaixo as 10 melhores colocadas em Pernambuco no ranking.


INSTITUIÇÃO
PE
BRASIL
UFPE – RECIFE
20º
UPE – RECIFE
66º
UNICAP – RECIFE
115º
ESTÁCIO DE SÁ (FIR) RECIFE
124º
UFRPE - RECIFE
166º
UNINASSAU - RECIFE
206º
FAGA – GARANHUNS
263º
FOCCA – OLINDA
325º
UNIVASF – PETROLINA
331º
FACULDADE SÃO MIGUEL - RECIFE
10°
370º

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 7 de julho de 2014

FIES PARA MESTRADO E DOUTORADO

O ministro da Educação, Henrique Paim, anunciou hoje (1º) a extensão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) à pós-graduação. Inicialmente, o Ministério da Educação (MEC) abrirá processo para a adesão das instituições e, posteriormente, para os estudantes. A inscrição manterá fluxo contínuo. Paim assinou a portaria que regulamenta a adesão das mantenedoras.
Segundo o MEC, a nova modalidade do Fies terá 31,6 mil potenciais beneficiários, matriculados em mais de 600 programas de pós-graduação stricto sensu ofertados por cerca de 170 instituições privadas.
“Existe uma demanda importante, principalmente de alunos de cursos de mestrado profissional”, disse o ministro. Ele lembrou também que, com o Plano Nacional de Educação (PNE), o país tem o compromisso de elevar as matrículas da pós-graduação. "O financiamento vai ser um grande suporte para que se possa fazer essa ampliação. Por isso, temos que ter muito cuidado para que não só seja a feita a ampliação, mas que ela seja feita com qualidade", acrescentou.
Segundo Paim, o financiamento já estava previsto. Além disso, era demanda antiga do setor privado. A pasta informa, no entanto, que o Fies da Pós-graduação não atenderá a cursos de especialização, os chamados lato sensu, nem cursos de ensino a distância.
Alunos já contemplados com bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) pelo Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) não poderão solicitar o financiamento.
As regras do financiamento serão publicadas em portaria no Diário Oficial da União. A Capes não confirma se serão as mesmas da graduação.

De acordo com Paim, na graduação há 1,6 milhão contratos formalizados pelo Fies até o momento. No ensino superior privado, 40% dos alunos são apoiados por programas como o Fies ou o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudo parciais ou integrais na graduação.

O último parágrafo do texto foi alterado às 20h23 para correção de informação: até o momento, há 1,6 milhão de contratos formalizados pelo Fies na graduação, e não 1,6 mil, como tinha sido publicado.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 29 de abril de 2014

PAPO DE UNIVERSITÁRIO ANO II

Promovido pelo Clube do Universitário, a segunda edição do evento traz o tema “Desafio universitário”, com 20 palestrantes. Grandes nomes do cenário nacional já foram confirmados, como o músico, compositor, escritor e empresário Gabriel O Pensador; o economista Max Gehringer; o escritor e jornalista Fabrício Carpinejar; o criador e editor do portal Adminitradores.com, Leandro Vieira; e o ex-capitão do Bope e um dos inspiradores do personagem Capitão Nascimento do filme Tropa de Elite, Paulo Storani.
“Os nomes dos palestrantes foram escolhidos a dedo visando a proposta de discutirmos a importância do comportamento empreendedor como diferencial competitivo”, afirma o idealizador do evento, Marcos Rodrigues. Mais de três mil pessoas são esperadas nos dois dias do encontro.
As inscrições para o Papo de Universitário – O Encontro – Ano 2 já podem ser feitas através do sitewww.clubedouniversitario.com. Todos os participantes receberão certificado de 20h para área premium e 36h para a VIP. Para a área premium, o valor da inscrição é de R$ 79 para estudantes e R$ 158 para profissionais. Para a área VIP, o valor é de R$ 99 e R$ 198, respectivamente.
SERVIÇO | PAPO DE UNIVERSITÁRIO – O ENCONTRO - ANO 2
Quando: 24 e 25 (sábado e domingo) de maio de 2014
Horários: das 9h às 19h20h (sábado) e das 9h às 19h40 (domingo)
Onde: Chevrolet Hall - Recife
Certificado: 20h/aula (premium), 36h/aula (VIP)
Inscrições: Área premium: R$ 79 (estudantes) e R$ 158 (profissionais). Área VIP: R$ 99 (estudante) e R$ 198 (profissionais)
Informações: www.clubedouniversitario.com

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Brasil precisa ensinar matemática bem e ter mais engenheiros, diz CNI


DA REDAÇÃO - UOL ECONOMIA - 21/05/2013 - SÃO PAULO, SP
No Brasil, a baixa qualidade da educação básica e das faculdades, e a pouca oferta de ensino profissionalizante atrapalham a inovação, a produtividade e a competitividade das empresas.
A avaliação consta do `Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022`. O estudo foi realizado em nove meses pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com participação de cerca de 500 representantes empresariais, e apresentado nesta terça-feira (21).
O documento faz uma análise dos desafios do país para a próxima década na área industrial e apresenta dez pontos que a CNI considera fundamentais para melhorar a produtividade e a competitividade.
Segundo o mapa, os resultados em termos de qualidade da educação não são condizentes com o volume de recursos investidos na área. O investimento em educação no Brasil representa 5,7% do PIB, percentual próximo ao de países como Holanda, França e Estados Unidos.
Na última avaliação do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, realizado pela OCDE), em 2009, o Brasil ocupou a 54ª colocação, enquanto a Holanda ficou em 9º lugar, a França em 25º e os EUA em 26º.
A situação é pior quando o conteúdo avaliado é matemática, que coloca os alunos brasileiros na 57ª posição. . Esse estudo avalia alunos de 15 anos de idade.
Somente 15% dos jovens brasileiros acessam o ensino superior, o que equivale a 4 milhões de pessoas, sendo que a taxa de conclusão é de apenas 15,2% dos ingressantes, diz a CNI, citando dados do Senai de 2012).
Em2010, havia cerca de 10 milhões de graduados –10% da população adulta brasileira–, enquanto no Chile essa taxa é de 25% e, na média da OCDE, de 30%.
A falta de profissionais qualificados em determinadas áreas é um gargalo para a inovação, diz a CNI. Na graduação tecnológica, os números são considerados `baixíssimos`: apenas 0,16% da população entre 20 a 29 anos frequentavam um curso desse tipo em 2007, enquanto 11,26% das pessoas na mesma faixa frequentavam cursos de graduação regulares.
A CNI destaca a `escassez de engenheiros`, cuja atividade possui um impacto amplo sobre muitos setores e atividades, sobretudo para a indústria. Somente 5% dos graduados no Brasil formam-se em engenharia.
Enquanto o país tem dois graduados em engenharia para cada 10 mil habitantes, no Japão, são 10,2 e na China, 13,4. Além disso, há a questão da qualidade dos profissionais formados, sobretudo das universidades privadas, que é considerada baixa.


Maioria dos métodos de estudar para provas não funciona, diz estudo
DA BBC - G1 GLOBO.COM - 22/05/2013 - RIO DE JANEIRO, RJ

Os métodos favoritos de se preparar para provas escolares não são os que garantem os melhores resultados para os estudantes, segundo uma pesquisa feita por um grupo de psicólogos americanos.
Universidades e escolas sugerem aos estudantes uma grande variedade de formas de ajudá-los a lembrar o conteúdo dos cursos e garantir boas notas nos exames.
Entre elas estão tabelas de revisão, canetas marcadoras, releitura de anotações ou resumos, além do uso de truques mnemônicos ou testar a si mesmo.
Mas segundo o professor John Dunlosky, da Kent State University, em Ohio, nos Estados Unidos, os professores não sabem o suficiente sobre como a memória funciona e quais as técnicas são mais efetivas.
Dunlosky e seus colegas avaliaram centenas de pesquisas científicas que estudaram dez das estratégias de revisão mais populares, e verificaram que oito delas não funcionam ou mesmo, em alguns casos, atrapalham o aprendizado.
Por exemplo, muitos estudantes adoram marcar suas anotações com canetas marcadoras.
Mas a pesquisa coordenada por Dunlosky - publicada pela Associação de Ciências Psicológicas - descobriu que marcar frases individuais em amarelo, verde ou rosa fosforescente pode prejudicar a revisão.
`Quando os estudantes estão usando um marcador, eles comumente se concentram em um conceito por vez e estão menos propensos a integrar a informação que eles estão lendo em um contexto mais amplo`, diz ele.
`Isso pode comprometer a compreensão sobre o material`, afirma.
Mas ele não sugere o abandono dos marcadores, por reconhecer que elas são um `cobertor de segurança` para muitos estudantes.
Resumos e mnemônicos
Os professores regularmente sugerem ler as anotações e os ensaios das aulas e fazer resumos.
Mas Dunlosky diz: `Para nossa surpresa, parece que escrever resumos não ajuda em nada`.
`Os estudantes que voltam e releem o texto aprendem tanto quanto os estudantes que escrevem um resumo enquanto leem`, diz.
Outros guias para estudo sugerem o uso de truques mnemônicos, técnicas para auxiliar a memorização de palavras, fórmulas ou conceitos.
Dunlosky afirma que eles podem funcionar bem para lembrar de pontos específicos, como `Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, Seno A Cosseno B, Seno B Cosseno A`, para lembrar a fórmula matemática do seno da soma de dois ângulos: sen (a + b) = sena.cosb + senb.cosa.
Mas ele adverte que eles não devem ser aplicados para outros tipos de materiais: `Eles não vão te ajudar a aprender grandes conceitos de matemática ou física`.
Repetição
Então, o que funciona?
Somente duas das dez técnicas avaliadas se mostraram efetivas - testar-se a si mesmo e espalhar a revisão em um período de tempo mais longo.
`Estudantes que testam a si mesmos ou tentam recuperar o material de sua memória vão aprender melhor aquele material no longo prazo`, diz Dunlosky.
`Comece lendo o livro-texto e então faça cartões de estudo com os principais conceitos e teste a si mesmo. Um século de pesquisas mostra que a repetição de testes funciona`, afirma.
Isso aconteceria porque o estudante fica mais envolvido com o tema e menos propenso a devaneios da mente.
`Testar a si mesmo quando você tem a resposta certa parece produzir um rastro de memória mais elaborado conectado com seus conhecimentos anteriores, então você vai construir (o conhecimento) sobre o que já sabe`, diz o pesquisador.
`Prática distribuída`
Porém a melhor estratégia é uma técnica chamada `prática distribuída`, de planejar antecipadamente e estudar em espaços de tempo espalhados - evitando, assim, de deixar para estudar de uma vez só na véspera do teste.
Dunlosky diz que essa é a estratégia `mais poderosa`. `Em qualquer outro contexto, os estudantes já usam essa técnica. Se você vai fazer um recital de dança, não vai começar a praticar uma hora antes, mas ainda assim os estudantes fazem isso para estudar para exames`, observa.
`Os estudantes que concentram o estudo podem passar nos exames, mas não retêm o material`, diz.
`Uma boa dose de estudo concentrado após bastante prática distribuída é o melhor caminho`, avalia.
Então, técnicas diferentes funcionam para indivíduos diferentes? Dunlosky afirma que não - as melhores técnicas funcionam para todos.
E os especialistas acreditam que esse estudo possa ajudar os professores a ajudar seus alunos a estudar.